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domingo, 20 de março de 2011

Explosão cultural na TV brasileira

         Finalmente os brasileiros estão tendo acesso ao seu inestimável potencial de cultura e arte. Programas como “Qual é o seu talento?”, “Se ela dança, eu danço”, “Ídolos”, “Raul Gil – Jovens Talentos”, estão revelando as vozes e expressões desse imenso gigante adormecido.
 
         A admiração dos verdadeiros artistas, tanto nacionais quanto internacionais, nos programas dominicais e shows de calouros, tornou-se a principal atração desses folhetins.
Paula Eduarda no Programa "Cantando no SBT"

         Assistindo ao Programa da Eliana, no SBT, revejo a apresentação excepcional de John Lenno, com a sua interpretação modernista, inusitada e impressionante de “A Morte do Cysne” que foi capaz de arrancar lágrima de emoção do mais carrancudo dos jurados do Se Ela Dança eu Danço; mudo de canal, e vejo o Gugu apresentando, na Record, a garota Paula Eduarda, de apenas 13 anos, considerada a Susan Boyle brasileira, em menção à cantora britânica que surpreendeu no British Got’s Talent. Paula é simplesmente uma artista impecável, com espontaneidade e jogo de cintura, capaz de cantar My Heart Will Go On num instante e de repente Ivete Sangalo ou Pitty, com toda a desenvoltura que emana dessas artistas.
 
         Enfim, estamos assistindo a uma evolução na TV brasileira, que já não me prende mais à sua programação robótica, viciante, feita para aprisionar as pessoas, dá sinais de que começa a se importar com as pessoas de verdade e não apenas com a audiência. Se você ainda não assistiu nenhum desses programas sugiro que assista, se você gosta de música, dança, ou qualquer outra arte, garanto que não irá se arrepender.
 
 
 


 
SBT – www.sbt.com.br
 
Quartas – 20:30 – Se Ela Dança, eu Danço
assista ao vídeo de John Lenno em



 
 
Segundas – 20:30 – Cantando no SBT
Sábados – 14:15 – Programa Raul Gil
 
 
RECORD – www.r7.com
 


Ídolos – Previsão de estréia em abril-2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

O segredo da felicidade

A vida é cheia de armadilhas! Nem sempre essas armadilhas são prejudiciais, mas elas nos condicionam a seguir caminhos que escolhemos sem saber que seria aquele o destino final. Nós podemos ganhar na Mega Sena hoje, comprar casas, roupas caras e carros de luxo amanhã, e morrer no dia seguinte. Recebemos geração após geração conselhos para não se apegar ao luxo, às propriedades terrenas, porque podemos morrer a qualquer momento. Daí surgiu o conselho adotado por 99,9% dos adeptos da felicidade radical: “viva cada dia como se fosse o último”.

    Eu diria que essa é uma sugestão muito desumana. O que parece a muitos o mais sábio dos ensinamentos é na verdade uma interpretação controversa da vida e da felicidade verdadeira, pois ao nos ensinar que devemos conduzir nossas vidas como se a morte viesse nos ceifar à qualquer instante ela nos limita a agir dentro de uma prisão ideológica, onde temos sempre que escolher o que é bom e o que é ruim, qual religião salva e qual é pecado, isso porque o tempo é pouco e jamais poderemos fazer tudo, quando na verdade a vida não deveria ser uma prova de inteligência e atletismo contra o tempo, mas degustada pedacinho por pedacinho, porque tudo tem seu valor, sua importância, tempo e hora.

    A vida não é curta! Ela dura apenas o suficiente para que façamos aquilo que delega a nossa capacidade, seja ela física, intelectual, sentimental ou espiritual. Ser feliz não é ter tudo que todo mundo acha que quer, mas fazer tudo que você acha necessário, lutar pelo que acredita, arriscar-se pelo que vale a pena e ter a plena consciência de que a felicidade não existe, não pode ser identificada, ela é apenas reflexo de alguns momentos marcantes que nós jamais imaginávamos que fossem os melhores da nossa vida, mas o são, e só seremos capazes de distingui-los ao fim das nossas existências, quando tentaremos – erroneamente – ensinar aos nossos netos “o segredo da felicidade”.

    Contrariando a filosofia de 99,9% dos felizardos de plantão, eu desafio você a viver cada experiência como se fosse a “primeira”. Pense como seria bom sentir o corpo todo ferver, as pernas tremerem, e o mundo girar sempre que você beijasse alguém; pense na sensação de liberdade quando você andou de bicicleta pela primeira vez; enfim, quase tudo que fizemos pela primeira vez é beneficamente marcante, e nos salta à mente vez por outra. Você não precisa trocar 100% de um jeito pelo outro, basta que tenha sensibilidade para saber quando usar cada um, mantendo sempre o equilíbrio característico da felicidade.

    Sabemos como foi o início da nossa vida e que teremos um fim – desconhecido ainda. O único tempo que você tem é o agora, onde pode construir ou destruir o que quiser e tiver coragem de fazer.
   Moral da história: “brinque de ser sério. Leve a sério a brincadeira.” (Rita Lee – rockeira)

Cinésio Lima

"O sucesso normalmente contempla aqueles que estão ocupados demais para procurar por ele"